Muitas famílias de pessoas autistas enfrentam uma enorme frustração social ao frequentar ambientes religiosos. Infelizmente, não é raro que sejam alvo de olhares julgadores, comentários insensíveis e falta de compreensão. Isso faz com que muitas desistam de frequentar a igreja, um espaço que, em teoria, deveria ser sinônimo de acolhimento e amor.
A realidade é que, em muitos lugares, as comunidades de fé não estão preparadas para lidar com o público autista. E essa falta de preparo não vem de má intenção, mas sim de desconhecimento. O comportamento de uma pessoa autista pode ser visto como inadequado ou desrespeitoso por aqueles que não compreendem suas necessidades. Uma criança pode ter dificuldade em permanecer sentada durante o culto, pode emitir sons ou precisar de estímulos sensoriais que são incomuns para os outros fiéis. Sem o devido entendimento, esses comportamentos podem ser interpretados como falta de educação ou rebeldia, o que gera ainda mais preconceito.
A ciência já mostrou que a inclusão de crianças autistas em espaços sociais e religiosos pode ser altamente benéfica para o seu desenvolvimento. Estudos indicam que a participação ativa em comunidades fortalece habilidades sociais e melhora a qualidade de vida dessas famílias. No entanto, essa inclusão precisa ser intencional e acompanhada de estratégias específicas. Treinamentos para líderes e voluntários, espaços sensoriais adaptados e uma comunicação acessível são algumas das ferramentas que podem transformar a experiência de uma família autista dentro da igreja.
Mas, acima de qualquer estratégia técnica, existe um fator que é insubstituível: a empatia. Como Paulo escreveu em 1 Coríntios 13:1, “Ainda que eu falasse a língua dos anjos, sem amor, nada seria”. Não adianta conhecermos as melhores práticas e possuirmos o melhor conhecimento técnico se não tivermos amor genuíno por essas famílias. A empatia é o que nos faz buscar aprendizado, entender as dores do outro e nos comprometer com a inclusão.
O que podemos fazer, então, para tornar nossas igrejas mais acolhedoras? Primeiro, buscar conhecimento. Igrejas que promovem palestras e treinamentos sobre neurodiversidade conseguem criar um ambiente mais acessível. Segundo, estruturar estratégias de acolhimento, como oferecer um espaço tranquilo para crianças que precisem se regular sensorialmente. E terceiro – e mais importante – transformar a cultura da comunidade para que o amor esteja à frente de qualquer julgamento.
É exatamente isso que venho fazendo através das minhas palestras e treinamentos. Trabalho para capacitar líderes, voluntários e toda a comunidade, trazendo conhecimento sobre acessibilidade, manejos práticos e formas de tornar o ministério infantil um espaço mais inclusivo. A formação do grupo Kids com estratégias eficazes faz toda a diferença para que mais famílias atípicas encontrem na igreja um verdadeiro refúgio de amor e aceitação.
Se você deseja que sua igreja esteja pronta para receber mais famílias atípicas, entre em contato agora! Juntos, podemos construir um ambiente onde todas as crianças – autistas ou não – se sintam acolhidas e amadas, refletindo o verdadeiro significado do evangelho.