EU NÃO SEI MAIS O QUE FAZER COM MEU FILHO!

“Eu não sei mais o que fazer com meu filho!” Essa é uma frase que muitos pais dizem em momentos de desespero, especialmente quando lidam com comportamentos desafiadores que parecem não ter fim. Quando os filhos apresentam sinais de comportamentos opositores e desafiadores, os desafios no dia a dia aumentam e, muitas vezes, os pais se sentem impotentes e até culpados. Mas é importante entender que esses sentimentos são comuns e, mais importante ainda, que há formas de superar essa fase com apoio adequado.

A frustração dos pais é compreensível. Quando um filho apresenta esses comportamentos, é natural que se sintam desorientados e até culpados, pensando que estão fazendo algo errado na educação. Esse desespero pode afetar diretamente a dinâmica familiar, criando um ambiente de estresse e tensão. O que muitos pais não sabem é que esses transtornos têm uma base neurológica e comportamental, ou seja, a criança não está “fazendo de propósito”, mas sim respondendo a uma condição que exige estratégias específicas de manejo.

O impacto emocional que os pais vivenciam ao se sentirem impotentes e culpados não é só negativo para eles, mas também para a criança. As crianças são altamente sensíveis ao estado emocional dos pais. Quando percebem que os pais estão frustrados, isso pode gerar mais insegurança e até agravar os comportamentos desafiadores. Afinal, aprendemos por padrões, e um ambiente familiar tenso pode reforçar atitudes desobedientes ou impulsivas.

Um estudo conduzido por Repetti, Taylor e Seeman (2002) enfatiza a importância do bem-estar emocional dos pais no desenvolvimento das crianças. Os autores afirmam que o estresse crônico nos pais pode influenciar negativamente a saúde mental e emocional dos filhos, dificultando sua capacidade de aprender e adaptar-se às situações desafiadoras (REPETTI, TAYLOR, & SEEMAN, 2002). Isso mostra como um ambiente familiar em que os pais se sintam apoiados e emocionalmente equilibrados pode ser crucial para o sucesso de qualquer intervenção terapêutica.

É fundamental que os pais compreendam que não estão sozinhos nessa jornada. Existem muitas formas de apoio que podem ser implementadas para melhorar a situação. A terapia, por exemplo, pode ajudar os pais a entender melhor os comportamentos do filho e ensinar estratégias eficazes para lidar com eles. Além disso, a educação emocional e o treinamento parental são cruciais para que os pais saibam como reagir diante dos comportamentos desafiadores de maneira que promovam mudanças positivas, ao invés de reações impulsivas que podem piorar o quadro.

Ademais, a comunicação aberta e o apoio psicológico para os pais também são essenciais. Buscar ajuda para lidar com a frustração e a culpa é fundamental para o bem-estar de todos os envolvidos. Quando os pais se sentem mais preparados, a dinâmica familiar se torna mais equilibrada, proporcionando um ambiente mais saudável para a criança, com mais compreensão e menos tensão.

Por fim, é importante destacar que, ao procurar ajuda especializada e aprender estratégias de manejo, os pais estão não apenas ajudando a criança a superar os desafios, mas também promovendo um ambiente familiar mais harmonioso. Com o apoio certo, é possível reduzir os comportamentos desafiadores e, mais importante, ajudar a criança a se desenvolver de forma saudável e equilibrada.

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