Quando se fala em psicoterapia infantil, é fácil pensar que o trabalho ocorre apenas entre o psicólogo e a criança. No entanto, os pais desempenham um papel fundamental no sucesso do processo terapêutico. Afinal, as crianças passam muito mais tempo com suas famílias do que com qualquer outro profissional, o que faz da participação dos pais uma peça chave na evolução da criança.
A psicoterapia infantil busca não apenas ajudar a criança a lidar com suas emoções e comportamentos, mas também a ensinar estratégias que podem ser aplicadas no dia a dia. Aqui, os pais têm a missão de apoiar a generalização dessas habilidades aprendidas durante as sessões, ou seja, é importante que as estratégias que a criança pratica com o psicólogo sejam levadas para o cotidiano. Isso significa que, quando a criança aprende a controlar a raiva durante a terapia, por exemplo, os pais devem apoiar a prática desse controle em casa, na escola ou em outros ambientes.
Além disso, durante o processo terapêutico, é comum que a criança enfrente barreiras comportamentais, como dificuldades em interações sociais ou desafios para lidar com emoções. A psicoterapia pode ser um ótimo espaço para diminuir essas barreiras, mas os pais têm um papel essencial em observar essas mudanças e ajudar a reforçar o progresso. Eles podem acompanhar e incentivar o que está sendo trabalhado, reforçando os comportamentos positivos e ajudando a criança a superar obstáculos.
Durante o processo de atendimento com o tio André, os pais sempre ajudam dando feedbacks sobre o comportamento da criança fora da terapia. Eles podem observar e comunicar como a criança tem reagido em situações do dia a dia, o que facilita a adaptação e a personalização do tratamento. Esses feedbacks são extremamente valiosos, pois ajudam o tio André a ajustar as estratégias, garantindo que o processo terapêutico seja o mais eficiente possível.
É importante ressaltar que a participação ativa dos pais não apenas fortalece a criança, mas também aproxima a família, criando um ambiente de apoio contínuo. Quando os pais se engajam no processo terapêutico, a criança sente-se mais segura e encorajada a aplicar o que aprendeu. Além disso, essa colaboração fortalece a relação entre pais e filhos, permitindo que a criança se sinta compreendida e amparada em todas as etapas de seu desenvolvimento.
Em resumo, a psicoterapia infantil não é um trabalho isolado entre a criança e o psicólogo, mas sim um processo colaborativo que envolve diretamente os pais. Ao se engajarem, ao praticarem as habilidades ensinadas, ao acompanhar o progresso da criança e ao fornecer feedbacks construtivos, os pais ajudam a criar um ambiente mais saudável e favorável ao desenvolvimento emocional da criança. Afinal, o apoio contínuo dos pais é fundamental para que as habilidades aprendidas na terapia se tornem uma parte natural da vida da criança, proporcionando-lhe mais segurança, autonomia e bem-estar.